Olá, como estão?
Primeira Blogagem Coletiva do ano!
As leituras de 2020...
Vamos iniciar com uma pergunta:
Como você utiliza
a leitura no seu dia a dia?
Pois bem, vamos refletir um pouco...
A literatura faz
parte da nossa vida desde sempre. Bem antes de sabermos ler e escrever, já
fazia parte do nosso cotidiano e já amávamos aqueles contos infantis.
Provavelmente, você irá lembrar de alguma história favorita que te contaram
quando ainda era criança.
Então, parem um
pouco para pensar:
⇨ Como conseguiríamos chegar onde chegamos, a uma
formação, a uma profissão, se não fosse por ela, a Literatura?
A literatura é
uma das principais formas de expressão das emoções, sentimentos e experiências.
Através dela, as
ideias serão processadas a fim de auxiliar na forma de conexão entre o autor e
o leitor.
Pela leitura,
conseguimos aprofundar-nos em um mundo interior, revertendo o olhar para dentro
e, desta forma, vemos a possibilidade de analisar melhor a vida, através de uma
autorreflexão daquilo que acabamos de ler e de apreender. Essa “autorreflexão”
gera questionamentos, como, por exemplo:
⇨ Por que estou
lendo este livro?
⇨ O que quero
buscar nesta leitura?
⇨ Em que esta
leitura vai acrescentar em minha vida e como posso fazer para que isso faça
parte do meu autoconhecimento?
Entretanto, a literatura pode ter dois vieses,
podendo ser vista pelo leitor como uma válvula
de escape ou como uma ferramenta capaz de lhe propiciar uma espécie de fuga.
Você sabia disso?
Vamos entender o
que é válvula de escape e o que é fuga e veja como cada uma delas se encaixam
em sua vida literária:
Válvula de escape é o momento de lazer, de relaxamento, como fazer uma atividade
física, sair com os amigos, viajar, assistir a um filme, ler um livro.
Momento este que
se faz necessário após uma jornada exaustiva de trabalho, por exemplo.
Já a fuga é a ação ou efeito de fugir, um estado de certa perturbação
psicológica, de curta duração, mas que leva o indivíduo a buscar ausentar-se ou
desprender-se da realidade.
A fuga caracteriza-se em sair de uma situação ou de si mesma,
pois está em um grau elevado de sofrimento e não consegue lidar com suas
próprias mazelas, medos, levando o indivíduo a optar por buscar coisas,
lugares, pessoas ou momentos para realizar tal ação. No momento, a pessoa
apenas deseja ficar sem pensar ou sentir a sua dor.
Fugas estão inseridas em diversas formas, psicologicamente
falando, como em bebidas, drogas, sexo, consumismo, compulsão alimentar, entre
outros. São momentos aparentes de prazer e, por detrás, apenas, uma tentativa
de calar um sofrimento que o indivíduo ainda não consegue resolver.
E para você, a
leitura é válvula de escape ou fuga?
Bora conversar um pouquinho??
Dra. Josiane Faltz Psicóloga Clínica na abordagem Terapia Cognitivo Comportamental e é especialista em Neurospicologia, realizando avaliação neuropsicólogica.
Beijos literários e de muita reflexão!
Ou melhor: saúde mental e literatura podem estar intimamente ligados?
São justamente por tais âmbitos que eu, a Ana do Café, e a psicóloga Josiane Faltz estamos dando início com o projeto intitulado Literacura, que tem como proposta apresentar ao público não fórmulas mágicas, mas sim possibilidades através dos livros como meio de oferecimento de uma visão um tanto mais aprofundada de mundo, seja pelas instâncias internas — emocionalmente falando — externas, ou até mesmo como uma mistura de ambas.
"A língua é a nacionalidade do pensamento". (José de Alencar)